Cordel sobre física usa literatura popular em sala de aula

Pesquisa desenvolvida por aluno do Polo 31_URCA do MNPEF fez uso do modelo de literatura de Cordel para ensinar física a alunos do ensino médio na região do Cariri no Ceará. 
 
A literatura de cordel passou a ser usada para falar sobre a Lei de Newton, conteúdos da física moderna, a Teoria da Relatividade de Einstein. Um dos símbolos da tradição popular nordestina, os versos rimados dos folhetos, colocados em cordas para a venda, agora são usados como ferramenta de ensino. O Folhetos de Cordel Científicos – um catálogo e uma sequência de ensino, lançado na última sexta, 24, é um exemplo de como a literatura popular pode ser útil na sala de aula. O livro é resultado de uma pesquisa orientada pelo professor Augusto Nobre, da Universidade Regional do Cariri (Urca).
 
O estudo foi realizado pelo mestre em física, professor e poeta Ênio Gondin, que trabalhou o conteúdo de fonte de calor em versos. O volume dois da edição, fruto da pesquisa do licenciado em física Samuel Feitosa, 32, ainda não tem data para lançamento e trata da física moderna. “No ensino de ciências, que geralmente os alunos não gostam, é apropriado que o professor se utilize de ferramentas para chamar a atenção e que motivem o estudante. O cordel foi uma delas”, aponta Nobre, que leciona no curso de Física da Urca.
 
Ensino aos jovens
 
A partir deste trabalho, desenvolveu a pesquisa de pós-doutorado na Université de Poitiers, em Ensino de Ciências e Literatura, em Paris, na França, sobre a força que o cordel tem e a facilidade que apresenta no ensino entre os jovens.
 
Agora mestre em Física, o professor e poeta Ênio Gondim trabalhou o conteúdo de fonte de calor na métrica dos versos. No cordel, relaciona física, astronomia, matemática e química. “Na região do Cariri, o interesse é ainda maior pelo cordel. É uma forma de chamar a atenção dos estudantes para o conteúdo”, explica ele. (Angélica Feitosa)
 
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