Fundado em 1954, o CERN foi idealizado como um lugar para construir a ciência pela paz, e seu estatuto estabelece: “A organização não terá nenhuma participação em trabalhos militares e os resultados de suas pesquisas estarão disponíveis para todos.” A organização e o financiamento do laboratório são responsabilidades dos Estados-Membros, Estados-Membros Associados e Estados Observadores.
Desde março de 2024, o Brasil é um Estado Membro Associado ao CERN, com direito a indicar brasileiros para os diversos conselhos e fóruns que compõem a organização do laboratório. Um desses comitês é o Fórum de Professores e Estudantes (Teacher and Student Forum), responsável pelas ações voltadas ao público de professores de ensino médio e fundamental e de seus estudantes. Nesse fórum, as professoras Miriam Gandelman (UFRJ) e Sandra S. Padula (UNESP) atuam como representantes e organizadoras do Programa Brasileiro de Professores no CERN.
O objetivo do Programa Brasileiro de Professores no CERN (Brazilian Teacher Program - BTP) é ampliar o impacto do conhecimento científico produzido no CERN, capacitando professores a incorporar a física contemporânea às suas aulas e estimulando o interesse dos alunos por ciência e tecnologia.
A primeira edição do BTP será realizada de 20 a 25 de abril de 2025 e contará com vagas para 24 professores de Física do ensino médio, do quadro efetivo de escolas públicas de educação básica, em efetivo exercício da docência em sala de aula. Os custos relativos à viagem, à hospedagem e à alimentação dos professores selecionados serão cobertos por um acordo de cooperação entre a SBF, a CAPES e o CNPq.
De forma a garantir a multiplicação dos aprendizados no âmbito institucional, promovendo a formação continuada e ampliando a difusão científica entre docentes, discentes e parceiros, bem como a divulgação do conhecimento adquirido ao grande público da região onde a instituição se encontra, serão elaborados materiais didáticos e técnicos fundamentados na vivência no CERN.




